O gestor aprovou a vaga e agora pergunta ao RH quanto o estagiário vai custar por mês. Em geral, a primeira resposta é o valor da bolsa. No entanto, os custos de contratação de um estagiário vão além dela, e a conta completa ajuda a planejar com segurança.
Afinal, o estágio tem uma estrutura de custos mais simples do que a CLT, mas pede atenção a itens como bolsa-auxílio, auxílio-transporte, seguro e recesso. Além disso, existe um custo que quase ninguém coloca na planilha: o tempo do RH com a gestão.
Por isso, este guia mostra a gestores, donos de empresa e equipes de RH cada item da conta, com um exemplo completo para adaptar.
Os custos diretos de contratação de um estagiário
O que a empresa paga depende da modalidade. No estágio não obrigatório, que é o mais comum nas empresas, a Lei nº 11.788/2008 exige bolsa e auxílio-transporte. Já no estágio obrigatório, esses dois itens são facultativos.
- Bolsa-auxílio: a lei não define valor mínimo, então a empresa decide com base no mercado. Ou seja, o valor é livre, mas no estágio não obrigatório o pagamento é obrigatório.
- Auxílio-transporte: obrigatório no estágio não obrigatório. Porém, no estágio 100% remoto, ele não se aplica.
- Seguro contra acidentes pessoais: obrigatório em qualquer estágio. No estágio obrigatório, a instituição de ensino pode contratar, mas a empresa precisa confirmar, porque, se a faculdade não contratar, a responsabilidade volta para ela.
- Recesso: todo estagiário tem direito a 30 dias a cada ano de estágio, proporcional quando o estágio dura menos. Quando há bolsa, o recesso é remunerado, então vale provisionar esse valor todo mês.
Além disso, o estágio não gera FGTS, INSS patronal, 13º salário, férias nem multa rescisória, porque não é relação de emprego. Essa é a principal diferença de custo em relação à CLT.
Exemplo: os custos de contratação de um estagiário por mês
Para visualizar, considere um estágio não obrigatório de 30 horas semanais, com bolsa de R$ 1.200:
| Item | Valor mensal estimado |
| Bolsa-auxílio | R$ 1.200 |
| Auxílio-transporte (22 dias) | R$ 220 |
| Seguro contra acidentes pessoais | R$ 25 |
| Provisão do recesso (bolsa ÷ 12) | R$ 100 |
| Tempo de RH com a gestão (cerca de 4 horas por mês a R$ 50 por hora) | R$ 200 |
| Total | R$ 1.745 |
Assim, a bolsa representa cerca de 70% do custo total. O restante está em itens que muitas vezes ficam fora do orçamento. Para ver o passo a passo da contratação, veja como contratar um estagiário.
O custo invisível: o tempo do RH
Quando a empresa faz a gestão sozinha, o RH cuida de várias tarefas. Por exemplo:
- montar o Termo de Compromisso no formato de cada instituição de ensino e coletar as três assinaturas;
- fazer aditivos, renovações e rescisões;
- contratar e renovar o seguro;
- preparar os relatórios de atividades a cada seis meses;
- conferir a matrícula do estudante ao longo do contrato.
Cada tarefa é pequena. Porém, somadas, elas tiram horas da agenda do RH todo mês, principalmente quando a empresa tem vários estagiários de instituições diferentes.
Como reduzir os custos de contratação de um estagiário
Algumas decisões simples deixam a conta mais leve:
- Defina a bolsa com critério: use faixas por área e carga horária. Para isso, veja como definir o valor da bolsa-auxílio.
- Padronize o processo seletivo: uma boa descrição de vaga reduz entrevistas desnecessárias.
- Centralize a gestão: dessa forma, contratos, aditivos e renovações ficam em um só lugar.
- Conte com um agente de integração: a taxa entra na conta, mas boa parte do tempo do RH sai dela.
Dúvidas comuns sobre o investimento em estagiários
“O tempo de treinamento não anula a economia?” O estágio é um ato educativo, então o aprendizado faz parte do combinado. Além disso, a empresa forma um profissional alinhado à sua forma de trabalhar, o que ajuda na efetivação lá na frente.
“A burocracia consome muito tempo do RH?” Quando a gestão é feita sozinha, sim, porque cada instituição de ensino tem suas regras. Por isso, com um agente de integração, essa carga sai da rotina do RH.
Leia também: Benefícios que fazem a diferença para o RH e para estagiários
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Perguntas frequentes
Quais são os custos de contratação de um estagiário?
No estágio não obrigatório, a empresa paga bolsa-auxílio, auxílio-transporte e seguro, além de provisionar o recesso remunerado. Somam-se a isso o tempo do RH ou a taxa do agente de integração.
Existe valor mínimo para a bolsa-auxílio?
Não. A lei não define valor mínimo, então a empresa decide com base no mercado da região e na área da vaga.
O estágio tem encargos trabalhistas?
Não. Como o estágio não é relação de emprego, não há FGTS, INSS patronal, 13º nem férias. Em vez de férias, o estagiário tem recesso.
O seguro é obrigatório mesmo no estágio obrigatório?
Sim, o seguro vale para qualquer estágio. Nesse caso, a instituição de ensino pode contratar, mas a empresa precisa confirmar que a apólice existe.
Como reduzir o custo operacional da gestão?
Centralize contratos, aditivos e renovações e conte com um agente de integração. Assim, o RH ganha tempo e evita retrabalho.
Próximos passos
Monte a conta da sua próxima vaga com a tabela deste guia: bolsa, auxílio-transporte, seguro, recesso e tempo de gestão. Em seguida, compare com a opção de contar com um agente de integração.
Na Vehlor, a gestão sai da agenda do RH: o Termo de Compromisso é gerado instantaneamente, no formato de cada instituição de ensino, e a Vih, a IA da Vehlor, faz aditivos, renovações e rescisões e preenche os relatórios de atividade. Além disso, a bolsa e o auxílio-transporte podem ser repassados pela Vehlor ou pagos direto pela empresa. Cadastre sua empresa e abra uma vaga.





